Glossário

GOVERNANÇA ADAPTATIVA: Modo de governança baseado na colaboração, flexibilidade e aprendizagem e que recorre a redes de indivíduos e organização a múltiplos níveis.

ANTROPOCENO: A era dos humanos; uma nova designação sugerida para a presente época geológica caracterizada pelo impacto massivo da atividade humana sobre o clima e os ecossistemas da Terra. O conceito foi formulado em 2000 pelo laureado com o Prémio Nobel Paul Crutzen.

BIODIVERSIDADE: A variedade de todas as formas de vida na Terra. Compreende a variabilidade dentro de cada espécie, entre as espécies, dentro de cada ecossistema e entre os ecossistemas.

BIOSFERA: A esfera de ar, água e terra no planeta onde se encontram todas as formas de vida; o sistema ecológico global que compreende todos os seres vivos e as suas relações.

ECOSSISTEMA: Todos os organismos numa área determinada, juntamente com o ambiente físico com o qual interagem (e.g. uma floresta, um recife de coral ou uma poça rochosa).

GESTÃO BASEADA NOS ECOSSISTEMAS: Uma abordagem de gestão que tem em conta todas as interações num ecossistema, incluindo os seres humanos, em vez de incidir em questões, espécies ou serviços ecossistémicos específicos isoladamente.

SERVIÇOS ECOSSISTÉMICOS: Os benefícios que as pessoas obtêm dos ecossistemas, e.g., acesso a água potável, regulação do clima, polinização das culturas e a satisfação das necessidades culturais das pessoas.

A GRANDE ACELERAÇÃO: Diz respeito ao aumento dramático da atividade humana após a Segunda Guerra Mundial e o resultante impacto no ambiente à escala global.

HOLOCENO: O período geológico excecionalmente estável que começou aproximadamente em 9600 a.C. e continua até ao presente.

INSTITUIÇÕES: Um conceito fundamental nas ciências sociais sobre a gestão de recursos naturais. As instituições são as normas e regras que regem as interações humanas. Podem ser formais ‒ e.g. regulamentos e leis ‒ e informais (tácitas) ‒ e.g. as normas e convenções da sociedade.

AVALIAÇÃO DOS ECOSSISTEMAS DO MILÉNIO: Um estudo à escala global realizado sob os auspícios das Nações Unidas entre 2001 e 2009 para avaliar as consequências para o bem-estar humano das alterações nos ecossistemas.

CAPITAL NATURAL: Uma extensão do conceito tradicional de capital na economia, cunhado para representar os recursos naturais que os economistas, governos e empresas tendem a ignorar nos seus balanços. Pode ser dividido em recursos não renováveis (e.g. combustíveis fósseis), recursos renováveis (e.g. pescado) e serviços (e.g. polinização).

LIMITES PLANETÁRIOS: Um conjunto de limiares biofísicos globais que não devem ser ultrapassados para que as sociedades possam continuar a desenvolver-se positivamente – sem a ameaça de consequências catastróficas para o ambiente e o clima. O conceito, desenvolvido por um grupo de cientistas, nomeadamente do Stockholm Resilience Centre, foi publicado na revista Nature em 2009.

RESILIÊNCIA: A capacidade de um sistema – e.g. uma floresta, cidade ou economia – lidar com a mudança e continuar a desenvolver-se, resistir a choques e perturbações – e.g. alterações climáticas ou crises financeiras – e aproveitar esses eventos para catalisar a renovação e a inovação.

SISTEMA SOCIOECOLÓGICO: Um sistema integrado de seres humanos e natureza com mecanismos de retroação e interdependências. O conceito enfatiza a perspetiva “seres humanos na natureza”, sublinhando que os sistemas sociais e ecológicos não podem ser analisados separados uns dos outros.

INOVAÇÃO SOCIAL: Ideias e métodos inovadores conducentes à solução de problemas sociais por novas formas. Pode constar de uma iniciativa, um produto, um processo ou um programa que altera profundamente procedimentos básicos, fluxos de recursos, processos de decisão ou convicções num sistema social.

TRANSFORMAÇÃO: A criação de um sistema fundamentalmente novo quando as relações ecológicas, económicas e sociais inviabilizam a preservação do sistema existente.